
Um print de tela com o relógio do Windows visível no canto da barra de tarefas costuma ser tratado, erroneamente, como prova de data e hora — mas essa informação é apenas um elemento visual desenhado pelo próprio sistema operacional do computador que tirou o print. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento técnico pode alterar o relógio do computador manualmente antes de capturar a tela, ou simplesmente editar a imagem depois em qualquer editor gráfico, forjando uma data e horário que nunca existiram de fato. Não há, nesse modelo, nenhuma camada de verificação independente.
O Auto Print resolve esse problema calculando, de forma automática e sem qualquer intervenção humana, dois códigos hash criptográfico (SHA-256) para cada print gerado — uma espécie de "impressão digital" matemática do conteúdo exato do arquivo. O primeiro código (H1) é calculado sobre a imagem original, antes de qualquer marca d'água, e fica visivelmente impresso na própria imagem. O segundo (H2) é calculado sobre o arquivo já finalizado, e é gravado, no exato momento da captura, num registro interno separado — criando um vínculo verificável entre o arquivo entregue e um registro que nenhuma das partes controla isoladamente. Qualquer alteração, por menor que seja, no conteúdo de um arquivo gera um hash completamente diferente, e é computacionalmente inviável forjar um arquivo alterado que produza o mesmo hash de um arquivo original.
Isso torna o processo genuinamente auditável: a qualquer momento, é possível recalcular o hash do arquivo em mãos e comparar com o valor registrado no instante da captura — se os dois números baterem, há certeza matemática de que aquele print é autêntico e não foi alterado desde sua geração original. É exatamente essa possibilidade de verificação independente, sem depender da palavra de nenhuma das partes envolvidas, que torna o Auto Print uma ferramenta de comprovação de veiculação publicitária muito mais robusta do que qualquer print manual.